Origem
e história | Características | Áreas
de dispersão | Sistemas de produção |
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Áreas de dispersãoO berço ou centro de irradiação coincide com a área etnográfica em que se fala a língua mirandesa, correspondendo pouco mais ou menos ao actual concelho de Miranda do Douro. Daí irradiou para os vizinhos concelhos de Vimioso, Mogadouro, Bragança, Vinhais e Macedo de Cavaleiros, que passaram a integrar o solar da raça. O planalto Mirandês insere-se numa região agro-ecológica mais vasta designada por Terra Fria. Diferencia-se a sua paisagem consoante nos situamos nas zonas de precipitação acima dos 800/1000 mm, como no do concelho de Vinhais, ou abaixo dos 600/800 mm, como é o caso do planalto Mirandês. Provavelmente foi esta divisão natural que condicionou o desenvolvimento de dois grandes sistemas de agricultura nos quais, os bovinos da raça mirandesa tiveram papel preponderante. Nas zonas mais pluviosas dominam os prados permanentes de regadio (concelhos de Bragança e Vinhais) e no planalto Mirandês prevalecem os lameiros de secadal (Concelhos de Vimioso, Miranda do douro e Mogadouro). Matas de castanheiros e de carvalhos são o elemento característico na compartimentação do espaço nas zonas mais húmidas, enquanto a paisagem das zonas mais secas é mais aberta e imperam as ripícolas, ulmeiros e freixos. Nas zonas de montanha e suas envolventes, um dos factores determinantes na utilização dos espaços é a topografia. Assim, a cerealicultura é baseada no centeio, as encostas são estabilizadas por matas de carvalhos e soutos de castanheiros (nomeadamente na área do Parque Natural de Montesinho) e os lameiros ocupam as linhas de água e zonas coluvionares. Os lameiros podem ser de sequeiro ou secadal e de regadio: os primeiros para pasto e feno e os últimos, próximos das povoações e com abundância de água, para erva. Algumas aldeias desta vasta região ganharam fama como verdadeiros centros de criação da raça mirandesa. Entre outras possíveis razões, tal se deveu a particulares condições agroecológicas que permitiram a existência de boas pastagens naturais. No Planalto Mirandês destacaram-se as aldeias de Ifanes, Povoa, Genísio, Duas Igrejas; Constantim, Malhadas, Caçarelhos e Vilar Seco. No concelho de Vinhais: as aldeias de Mofreita, Moimenta, Montouto, Paçó, Pinheiro Novo, Santa Cruz, Sobreiró de Baixo, Soeira, Travanca, Tuizelo e Vilar de Ossos.
Num passado recente, até à década de setenta, os bovinos de raça mirandesa eram explorados e dominantes em quase todas as províncias do território português excepto o Algarve e o Minho, tendo chegado a ser recenseados mais de 200 mil animais. Actualmente existem 606 criadores activos, no solar da raça Mirandesa, que exploram 4617 vacas reprodutoras (inscritas no Livro de Adultos), sendo o encabeçamento médio de 8 cabeças/exploração. Fora do solar da raça existem 29 criadores activos, que exploram 1209 vacas reprodutoras, sendo o encabeçamento médio de 42 cabeças/exploração. |
*) Número de Vacas Inscritas no Livro de Adultos. Secretaria Técnica do Livro Genealógico, Dezembro 2006. |
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Actualização em 29 June, 2009 |
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