A origem e história
A Cooperativa Agro Pecuária Mirandesa foi fundada em 6 de Setembro
de 1979, com sede na Rua Turíbio Lopes, bem próximo
da Praça D. João III, no centro cidade
de Miranda Douro. Constituiu-se com duas secções:
- Compra
e venda de produtos e factores de produção
- Lacticínios
Durante
mais de uma década desenvolveu com grande intensidade a
actividade de compra e venda de factores de produção, especialmente
adubos e sementes e que os cooperantes utilizavam na produção
de cereais, com destaque para o trigo. Possuía um armazém
na estação
dos Caminhos de Ferro de Duas Igrejas onde desenvolvia a sua actividade.
A perda de competitividade da produção de cereais no país
acabou por originar a suspensão de actividade da Cooperativa no
inicio da década de noventa.
No ano de 1995, os criadores de Raça
Mirandesa constituíram o Agrupamento
de Produtores de Carne Mirandesa, e elaboraram um caderno de especificações
para a produção e comercialização da Carne
Mirandesa como Denominação de Origem Protegida.
O Ministério da Agricultura apadrinhou o processo e a União
Europeia viria a proteger a Carne Mirandesa com a menção
DOP.
Deste enquadramento surgiu a necessidade de criar uma estrutura
organizativa para acolher o agrupamento de produtores, tendo alguém
sugerido a reactivação
da Cooperativa Agro Pecuária Mirandesa, que tinha suspendido a
actividade. Promoveu-se a adesão dos criadores de Raça Mirandesa à Cooperativa,
efectuou-se uma Assembleia Geral para adequar os estatutos à nova
missão,
tendo-se formado a terceira secção do agrupamento de produtores:
- Comercialização
de animais vivos e suas carnes
A sede da organização – AGROPEMA – transferiu-se para o
Posto Zootécnico
de Malhadas, instalação emblemática para os
criadores de raça Mirandesa, cedida pelo Ministério
da Agricultura à Associação
dos Criadores de Bovinos de Raça Mirandesa.
A nova missão da organização passou a ser
a valorização da Carne Mirandesa com o propósito
de a manter como referência de qualidade nas carnes de bovino produzidas
em Portugal. Iniciou a actividade comercial em 1996 e desde o inicio que
centrou a sua actividade nos seguintes vectores:
- Rastreabilidade – Animais
inscritos no Livro Genealógico
e progenitores identificados com recurso a marcadores genéticos
e a um sistema que assegura a identificação
do produto desde o prado até o prato do consumidor;
- Segurança
alimentar – Controlo
dos sistemas de alimentação e sanitário das explorações
aderentes;
- Inovação – Desenvolvimento de novos
produtos e novos processos de conservação/embalagem.
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